Há 18 anos trabalho na área e fotografia diretamente com as Licenças de Reprodução de Obra e diretamente com a Lei de DA 9.610.98, e como li no texto de nosso colega Adalberto Geraldo Muniz, a pratica é não dar o devido crédito, e creditar divulgação ou banco de dados, chega ser debochado, para não dizer desleal.
Na publicidade onde a fotografia é praticamente a base de toda campanha, imagens são o que mais compõe o universo da propaganda e da publicidade, e os devidos créditos nunca são exibidos, não é explícito pelo CONAR, orgão que regulamenta a propaganda, se existe, é ignorado na pratica. Quando citado em reuniões ou nos próprios contratos de Cessão de Direito de uso de Imagem, há um mal estar, primeiro porquê deve constar somente o nome da agência e do cliente, nunca é previsto pelos grandes criativos e diretores de arte a possibilidade de se trabalhar com os devidos créditos tanto de imagens como de citações de textos e frases, somente são creditados nomes de grandes fotógrafos ou de grandes escritores, pratica usada pelo glamour nunca pelo respeito de autor.
Mesmo quando as campanhas são premiadas e participam de festivais, nem assim , onde há o expediente possui o nome do fotógrafo. Por quê ?
Porque considerar a lei corretamente é tido como demodê, considero um clichê bastante ultrapassado, o poder nunca deve ser maior que o dever, Romper com as regras significa se utilizar dos direitos e deveres e fazer melhor, superar, deixar de fazer por glamour, não funciona mais. Na própria universidade, nas aulas de Direito Autoral muitos poucos professores citam esta necessidade como algo de suma importância, sim citam o dever do DA ,mas não ensinam como driblar os maus vícios de quem os pratica.
Como há muito já vem sendo discutido, qual é o papel da propaganda no mundo atual, quais os reais valores que são trabalhados e pensados, porque o que vemos são grandes equipes de criação e produção se utilizando de recursos tecnológicos infinitos, vivem em um mundo faz de conta cercado de grandes belezas e nunca sairam da cadeira para verificar a real do seu público, nunca sairam da sua condição de profissional e voltaram a ser aprendizes para considerar mudanças e a realmente aprender e ver que algo mudou e a mudança começa por quem comunica.