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Resumo de palestra proferida no Fórum Intermunicipal de Cultura, em Rio Claro, fevereiro de 2004

O que, quem, como, porque, onde – é a regra da boa notícia.
Aplicada a regra ao Planejamento.
Fortalezas e fraquezas
O Conselho Municipal de Cultura terá que definir para que veio, o que e o como fazer.
O Conselho não pode, como também a Secretaria e mesmo o Ministério, se colocar como promotores de espetáculo.
A tarefa primordial é criar uma cultura da cultura. É envolver a comunidade no conceito de que desenvolvimento, social, econômico, político será sustentado e a sociedade participativa favorecerá a todos os homens e mulheres se for resultado do desenvolvimento cultural.
A cultura é o fato social que abarca tudo aquilo que pode ser gerado pela criatividade humana.
O século XXI não é só um novo século – é também novo milênio.
Globalização é fenômeno de século passado, dos anos 80. Vê-se o quão tardiamente se começa a tratar desse tema no nosso meio.
Consolidado o projeto de globalização estão construindo a aldeia global, a chamada sociedade da informação. Vamos todos ser informados daquilo que as grandes corporações querem que sejamos informados.
Há muito material disponível para se trabalhar o que fazer. As propostas levadas à Conferência da Cidade constituem uma longa pauta de trabalho assim como todo o material produzido no processo de preparação do Fórum Cultural Mundial.

A contribuição de Rio Claro à Carta do Rio de Janeiro é muito importante
Num outro plano temos a Agenda 21. Ela é interessante porque propõe que se trabalhe a partir das tensões, das contradições, dadas em qualquer território. Trabalhar localmente pensando globalmente.
O que se constrói no microcosmo repercute no macrocosmo.
Quais são as contradições que caracterizam a realidade do mundo atual?
Partindo do local / global:
Público / privado
Identidade / diversidade
Tradição / modernidade
Conhecimento / valores
Desenvolvimento / ecologia
Questões hoje cruciais como
Mercado / emprego
Governo / democracia
Latifúndio / minifúndio
Reforma agrária / política agrícola
Educação / cidadania
Inclusão digital / e-governo
Outra área crucial na definição e desenvolvimento de políticas culturais é a da comunicação.
A discussão sobre os meios deve ir muito além da liberdade de expressão, ao direito de informação.

Comunicação é um processo interativo.
É fundamental para a organização da sociedade e a participação nos processos democráticos.
É preciso, pois, discutir também o conteúdo da comunicação; colocar as cinco perguntas sobre os meios.
Não se chega ao conteúdo da comunicação sem resolver o dilema entre idologia e mentalidade, entre alienação e identidade.
A ideologia é o conjunto de idéias sobre o qual se estrutura o poder política e econômico.
A mentalidade é no que a ideologia nos transforma, num objeto de mercado.

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