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Apelo para a participação em uma aliança cidadã de jornalistas

Sabemos todos que o trabalho de jornalista não anda bem.
Sabemos até que ponto os indivíduos que o exercem também não se sentem tão bem assim.
As causas já foram amplamente estudadas, os diagnósticos são confiáveis, o que temos averiguado poderia levar ao desespero.

Contudo, no mundo inteiro e paralelamente às pesquisas de todos os tipos de observadores, uma quantidade cada vez maior de jornalistas refletem e agem, a nível pessoal ou coletivo, mais ou menos elaborado. Estes jornalistas ficam tentando, elaborando, resistindo, tentam reapropriar-se da responsabilidade de sua função e de sua ética.

Para lutar contra o sentimento de impotência, para quebrar o isolamento que tira toda motivação, a FPH se propõe favorecer, num primeiro momento, o desenvolvimento de uma dinâmica internacional de reflexão e de ação sobre o tema da « responsabilidade » dos jornalistas e produtores de informações; e depois, ampliar o trabalho sobre o papel e o lugar da mídia nas nossas sociedades.

Este espaço quer ser, antes de tudo, construtivo. Pretende favorecer o intercâmbio, o debate e a troca de experiências. Tem a ambição de criar uma inteligência comum e um poder coletivo para ter um peso e uma influência sobre as práticas jornalísticas.
Se o engajamento profissional de cada um não precisa ser questionado, o grupo como tal recusa o sectarismo, o dogmatismo e a ideologia. A dinâmica de troca e de rede não tem, como objetivo inicial, a promoção de um novo modelo único de imprensa como alternativa ao modelo dominante, mas garantir a variedade e a diversidade das abordagens. Baseada na convergência dos valores profissionais e humanos, a temática geral da responsabilidade dos jornalistas será, portanto, diretamente posta à prova nos grupos de trabalho, pela aceitação de cada um em ser questionado em suas opiniões.

Este procedimento de interligação deverá começar a funcionar com o tempo. Começará apoiando-se numa primeira fase sobre alguns jornalistas parceiros da fundação há muitos anos e que já começaram um trabalho deste tipo em vários lugares do mundo. Esta aliança irá abrindo-se constantemente para todos aqueles que querem fazer parte dela, desde as pessoas físicas até os membros dos grupos profissionais internacionais.
Nosso espaço temático está portanto totalmente aberto ao conjunto de profissionais que já enfrentaram, enfrentam ou querem enfrentar a temática da responsabilidade dos jornalistas. Nossos suportes, feitos de páginas virtuais e de encontros físicos, foram concebidos para acolher regularmente novas contribuições, respeitando assim o ritmo de cada um.

Nossa intenção é trabalharmos na forma de ida e volta entre a teoria ideal e a prática do dia-a-dia, o pessoal e o coletivo, o local e o global.

* O « esquema de progressão »:

 A comunhão de práticas profissionais válidas ou insatisfatórias, baseada em fatos e comportamentos muito precisos.
 A identificação de princípios fundamentais, com destaque para os que são constantemente ludibriados ou subvertidos.
 A experimentação de novas práticas nas várias mídias. Comportamentos alternativos dentro de uma imprensa que não seja necessariamente tal.
 A formulação de uma carta mundial que representaria o ponto de chegada ideal e teórico das ações atuais.
 A evolução da prática seria novamente debatida coletivamente, emendada e melhorada.

* O « esquema de trabalho » poderia ser algo assim:

 Encontros locais em vários lugares do mundo. Os jornalistas partilham suas reflexões, suas proposições e suas ações, na base de uma problemática anteriormente definida.
 Encontros regionais ou internacionais, na ocasião de eventos que reúnem muitos jornalistas.

Por exemplo, podemos já propor um calendário desses encontros:
2005 Abril maio : reuniões locais sobre « a responsabilidade dos jornalistas, de que forma enfrentá-la? »
circulação, entre os vários grupos locais, das sínteses dos debates e das proposições emergentes.
reuniões locais sobre « jornalismo "cívico" versus jornalismo "tradicional" », « a governança e a mídia »…
2006 um Seminário Internacional

Os debates, para ter um conteúdo rico, devem ser preparados com antecedência. Esperamos que cada participante tome um tempo para produzir algumas linhas de reflexão antes dos encontros. Tal exercício preparatório irá garantir que cada um exerça um papel de ator e não simplesmente de consumidor. O tempo de todos está curto, tentamos buscar a eficácia nos métodos de trabalho, para as sínteses serem redigidas e circularem mais facilmente.
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A FPH definiu suas orientações por um período de 7 anos, de 2003 a 2010, da forma seguinte :
“A fundação empenha-se em contribuir às mudanças a longo prazo de nossas sociedades. Para isto, ela apoia o surgimento de uma comunidade mundial capaz de conceber e conduzir três mudanças em grande escala : novas regulações sociais, políticas e institucionais, desde o nível local até o global (a revolução da governança); uma base sólida para uma ética comum (a carta das responsabilidades humanas); novos modelos de desenvolvimento. Ela vigia para que haja uma ida e volta constante entre diversidade (na expressão de suas várias dimensões), e a unidade (na expressão de uma atenção constante na gestão das relações e nas coerências territoriais). Para atuar estas orientações, ela combina três métodos de ação : a promoção das idéias e propostas ; o apoio ao surgimento de alianças cívicas ; a promoção e o enriquecimento dos métodos.” Estas mutações representam a Agenda da FPH.

Esta aliança de jornalistas inscreve-se no procedimento de apoio à alianças cívicas descrito num comunicado da FPH, que poderíamos resumir desta forma:
A experiência adquirida desde 1994 com a criação e o desenvolvimento da Aliança para um mundo responsável, plural e solidário, levou ao surgimento da idéia mais geral de "aliança cidadã" : uma forma particular de organizar-se, em escala internacional, para criar dinâmicas informais mas capazes ainda assim de uma estratégia coletiva, conciliando o duplo imperativo de diversidade e de unidade ; de respeito pela autonomia de cada um e pela coerência do conjunto.
Estas alianças cidadãs estão baseadas em três pilares:
• objetivos comuns ;
• critérios éticos ;
• dispositivos de trabalho.

Os meios que a FPH pretende oferecer para permitir o desenvolvimento desta aliança :
 A experiência de uma dinâmica internacional de 10 anos : a Alliance pour un monde responsable, pluriel et solidaire;
 A animação e coordenação das reflexões e trabalhos;
 Instrumentos de debate : e-mail do grupo, site web documentário e outros serviços;
 Organização dos encontros;
 Etc.

Animadoras :
Nathalie Dollé : 06 80 18 09 37
Manola Gardez : 01 43 14 75 75 (Fph) – 06 82 35 14 03

Endereço e-mail da aliança dos jornalistas : media@clmayer.net
Agradecemos por se inscreverem para participar dos trabalhos.
Teremos a disposição em breve um site intranet, com a mesma confidencialidade deste email comum.

FPH
38 rue St-Sabin, 75011 Paris (France)
Site web : www.fph.ch

No Brasil
IPAZ – International Peace Agency
Av. 9 de Julho,5966 5º andar tel. (11) 30639101
Animadores
Isis de Palma isis@educ-imagens.com.br tel (11) 31672575
Oriana White oriana@uol.com.br tel (11) 30639101
Jornalistas: Vera Salles, Roberto Cattani, Paulo Cannabrava, Immaculada Lopez,.

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