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Car@s. Sei que este debate está pululando por aí e tem um monte de gente que diz estar de saco cheio desta discussão. Pois bem, é por essas e outras, por estarem cansados de discutir, que o Supremo Tribunal e nosso esquizofrênico ministro Gilmar Mendes nos passou 2 rasteiras.

Aqui vão algumas considerações sobre o diploma:

Sobre o MTB:
O MTB, ou seja, o registro junto ao Ministério Público também caiu, mas a orientação, pelo menos por enquanto, é que os jornalistas formados continuem procurando os sindicatos e tirando seu MTB. No entanto, ele naõ pode mais ser exigido, porque não tem valor jurídico.

Sobre o piso
Gente, é preciso entender que funciona assim: Apesar de tudo, ainda somos uma categoria. As categorias, têm sindicatos que respondem por elas (por exemplo: para ser metalúrgico não é necessário diploma, mas como os patrões têm acordo com os sindicatos, existe um piso que todas cumprem sob o risco de greve). Funciona assim conosco também.
Todo ano é acordado o piso entre sindicato e empresas e estas devem pagar este valor.
Na prática o que muda?
Todos sabemos que não são todos que pagam o piso, certo!? Na verdade, poucos pagam. Pois bem, com a precarização o que acontece é que fica mais fácil lograr o profissional para que este aceite ganhar menos, e assim se nivela por baixo, afinal, muitos jornais pequenos não buscam excelência e por isso não vão contratar jornalistas...
Ou seja. Se um cara formado aceita ganhar R$800 reais para trabahar em jornalzinho (me refiro ao tamanho) de interior. Agora poderão contratar sobrinhos/primos/ e outros parentes que receberão 500 contos.
Mas, cabe lembrar que é uma prática condenável. A denúncia disso junto ao sindicato acarretará em medidas punitivas e até no fechamento do jornal, se for o caso. Mas geralmente se entra em acordo.

Regulamentação
Para a nossa sorte, já estão querendo re-regularizar de novo a questão, o deputado Miro Teixeira quer fazer um projeto e tal... MAS ecomo sempre existe um MAS... o caríssimo sr. Ministro Gilmar Mendes já mandou um recado>: Qualquer medida neste sentido é inconstitucional.
O que nos resta?
O que pode ser feito é a criaçaõ de uma Proposta de Emenda Constitucional, que inclusive, está sendo proposta pelo senador Antônio Valadares (PSB-SE). Temos (nós que não concordamos com isso)que apoiar esta medida, que dificilmente passará no senado/ congresso e afins... mas temos que pressionar, fazer abaixos-assinados e mostrar a força que temos!


Mais informações sobre a regulamentação e a questão dos concursos públicos aqui: http://www.autor.org.br/noticia_detalhe.php?id_noticia=169

Mobilização
Apesar da derrota e do inevitável abatimento de quem se importa verdadeiramente com o jornalismo, naõ nos cabe agora lamentar.
Temos que lutar e a luta agota é mais bravia. Temos lutar pela instituiçaõ do Conselho Federal!

Enquanto isso! Vamos apoiar a Erundina no questionamento que está fazendo sobre a não atuação do Conselho de Comunicação Social!
Vamos nos mexer e mostrar que não somos o que querem que sejamos: Apáticos e desmobilizados. Se somos, vamos mudar?!

palavras-chaves: Gilmar Mendes, diploma, jornalismo, obrigatoriedade

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Respostas a este tópico

O fato é que, com todo respeito aos cozinheiros, não estamos discutindo aqui o caviar que o nosso “querido presidente do STF” irá comer no almoço e sim a informação que todo o Brasil irá receber sobre seja lá qual acontecimento for.
É indiscutível a não existência da imparcialidade e a existência de um grande número de jornalistas que “comercializam” e não noticiam.
Não estou falando pela maioria aqui.
Não sei a opinião da maioria, assim como o STF e seus nove ministros, que decidiram entre eles, o futuro de uma classe profissional inteira também não sabem. Estou falando simplesmente por mim e por alguns colegas que gostariam de ter uma oportunidade.

Uma oportunidade de tentar não ser só mais um que se rende aos salários pagos pela publicidade.
Uma oportunidade de fazer o melhor que posso, na busca da imparcialidade, sem me preocupar com um político que vai noticiar em outro veículo exaltando somente as qualidades do seu amigo e assinando no final: Por fulano de tal.

Não quero que o STF compare a profissão que escolhi para exercer, pelo resto de minha vida, com a de um cozinheiro, de um motorista e muito menos com a de um médico ou de um engenheiro.
Sou um jornalista e irei pegar meu diploma com os senhores ministros achando que eu preciso dele ou não, pois eu não quero reconhecimento... Só a verdade.

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