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Respondendo ao questionamento do Sr. Adalberto:

O sr. tem razão em se preocupar com isso. E não só.
Por exemplo: Na grade da faculdade tinha a matéria fotojornalismo, MAS, e como sempre existe um mas, o conteúdo que nos foi passado, no máximo, era técnica de fotografia.
Questões técnicas, como iluninação, angulação... claro que devem ser trabalhada, mas não só. Como fica a questão da legenda, da imagem como informação?
Por essas e outras que jornais como a Folha de S. Paulo publicam legendas óbvias que repetem o conteúdo da imagem, ou colocam uma foto qualquer, como que para "cumprir tabela". Imagens que dizem nada, ou muito pouco.
Aliás, outra questão é que com o uso massivo das câmeras de celular, e máquinas digitais penso que o valor-notícia da imagem vem se degradando. Qualquer um dá um clique no que está acontecendo e envia para os meios (sobretudo internet) Não são jornalistas, não são repórteres, mas muitas vezes pessoas comuns e bem-intencionadas, mas que desvalorizam o trabalho do profissional.
Como um freela pode concorrer com uma legião de máquinas e celulares àvidos por um clique?

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Bem... eu penso, penso nâo só cnão, só concebo um frila com uma especialização. Assim nasceu o frila. Organizado e especializado. As imagens tipo mero registro têm cada vez mais aceitação. Em vários acidentes esta primeira imagem vem com uma carga muito grande de informação. Tudo bem o mercado dos jornalistas é cada vez mais restrito. Encolhe na proporção inversa da importância da informação, um bem público que precisa circular livremente. Agora, as empresas é que aparecem cada vez mais descompromissadas. Tanto as emissoras de televisão, quanto os meios impressos incentivam a remessa de imagens digitais. Pagem poucoquíssimo e raramente dão o crédito ao autor. Se referem a "imagens do leitor". Assim baixam seus custos e informa em cima do lance. De repente até uma in formação de importância duvidosa. Então o que fica claro é que a profissão não crescerá com a internet. No inicio até se pensou que seria assim. Hoje termos certeza do não. Agora independente da permanente visão lucrativa dos empresários, questiono é a má formação. O profissional deveria estar apto a enfrentar o mercado, sem o necessário estágio ou cursinho complementar (falo na àrea da imagem).
Isso evitaria que os empresários, como acontece no Rio de Janeiro, exijam a formação acadêmica, mas não a específica.
Sou do tempo que não existia faculdade de fotografia. Fiz jornalismo e aprendi na porta do laboratório da Folha de São Paulo com profissionais como U. Dettmar, Paulo Leite, Avani Stein, Renata Falzoni. Cada vez que um editor me mandava pra algum lugar ia correndo saber o que fazer, como podia ficar melhor a foto. Assim fui criando pautas também e trazendo. A faculdade realmente pincelou fotografia mas briguei com diversos professores e enchi meus trabalhos de muita imagem e pouco texto.
Sempre fui free por livre e espontânea vontade. E também acredito, como diz o Adalberto Diniz, que é preciso ter bastante organização e especialização. Então as boas leituras, os livros técnicos e outros livros devem fazer parte da nossa vida o tempo todo. A faculdade é importante mas não determina o futuro de um profissional.
União de classes, essa sim se faz necessária. Estamos desunidos e favorecendo a atual política de mercado. Precisamos nos unir e mostrar que estudamos, trabalhamos e merecemos ser respeitados.
Cheguei atrasado a esta discussão que começou há 6 meses. Me desculpem... foi o transito.
Quando a Ines fala que é do tempo em que não havia faculdade de fotografia parece que esta falando de um passado distante.
Não sei bem porque criaram essa faculdade. O SENAC tinha um curso técnico muito bom e, ao mesmo tempo criou um curso técnico de publicidade, que não durou muito, porque dizia que a faculdade de publicidade enchia linguiça.
Agora, se não é necessário o diploma para jornalista, o que se dirá dos fotógrafos ainda mais com essa onda digital mencionada pela Vanessa.
Concordo com o Adalberto no que diz respeito à especialização mas eu chamaria de envolvimento com o tema e acho que esse é o caminho para uma boa fotografia. Hojé é difícil se manter com uma especialização mas sempre faremos fotos melhores de um tema que nos faz apaixonados. Entretanto, para sobreviver dessa forma esse tema tem que interessar a mais gente e por bastante tempo. Fotógrafos de natureza tiveram um ótimo momento há algum tempo mas até para eles o mercado nacional encolheu
Concordo também com a Ines na questão da desunião. Quem assumiu o controle do repórter cidadão do Estadão foi um fotojornalista que, certamente , viu aí uma possibilidade de sobrevivencia às custas da desgraça dos outros colegas. Temos mesmo que falar mais disso e estou ansioso para " ouvi-la ".
Concordo com a Vanessa e com o Adalberto em relação à qualidade das imagens e da informação dos jornais e por isso leio um jornal de negócios que não se preocupa com as bobagens do dia a dia.
Conheci o Dettmar e a Avani. Aliás, há muito não sei deles. Se a Ines tiver notícias, avise.

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