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O que há de novo no debate sobre Direito Autoral (e outros assuntos)

(nº 192 - 09/11/2009)

Destaques

Direitos Autorais

Jornal Suíço obriga jornalistas e fotógrafos a abrir mão de seus direitos autorais

Com informações do Sítio do Sindicato dos Jornalistas de Portugal

 

A Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) solicitou à administração do jornal suíço “Basler Zeitung” que abandone a campanha que obriga jornalistas e fotógrafos frilas a assinar novos contratos que transferem grande parte dos seus direitos autorais para a empresa, sem ganhar qualquer remuneração por isso.

A FEJ alerta que esses contratos não cumprem as recomendações da associação de editores suíços Schweizer Presse:

“Contratos como estes são injustos e ilegítimos. Sobretudo, eles promovem condições de trabalho precárias e comprometem a possibilidade de os freelancers viverem do trabalho que fazem ao cortar nos seus ganhos”, afirma a Federação. A entidade relembra a interdependência que existe entre direitos de autor fortes e jornalismo independente e de qualidade.

Direitos Autorais

Empresas brasileiras de comunicação aderem à Declaração de Hamburgo
Com informações do Globo Online

A 65ª Assembleia Interamericana de Imprensa (SIP) discutiu entre vários assuntos, os ataques à liberdade de imprensa ocorrentes em vários países e, principalmente foi cenário para o início de um debate sobre a proteção intelectual do conteúdo jornalístico reproduzido na internet.

Os jornais O Globo e Folha de S.Paulo e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), estiveram presentes no evento e assinaram a Declaração de Hamburgo. Segundo Florian Nehm, representante do Conselho Europeu de Publishers (EPC), o foco da iniciativa é que sites como Google e Yahoo, compartilhem com empresas jornalísticas os lucros obtidos pela publicidade divulgada em suas páginas de notícias, que se utilizam dos conteúdos produzidos por empresas como O Globo.
Para Ricardo Trotti, secretário da SIP, “os governos e legisladores, em nível nacional e internacional, devem proteger de forma mais eficiente os conteúdos intelectuais dos autores”. O documento ainda está sendo estudado pela SIP, que realizará um debate sobre o assunto em breve.

Comentário de Fred Ghedini

O problema que se coloca com os veículos brasileiros é que eles não querem compartilhar o resultado da comercialização de direitos autorais com seus empregados e frilas. Tal política fica patente nos contratos abusivos que as empresas de mídia obrigam os jornalistas a assinar, abrindo mão de receber seus direitos autorais. Agora estão se mexendo para conseguir receber do Google e do Yahoo. Pois é bom que saibam que a Apijor também está atenta e lutando para os próprios jornalistas recebam sua parte. Segundo a legislação brasileira, que tem os mesmos fundamentos da Convenção de Berna, os autores são os verdadeiros donos da produção intelectual. Mas, os grandes meios no Brasil agem no sentido de expropriá-los e de ficarem com todo o ganho para si. Uma prática que tem que mudar. Se não for por outra razão, que seja porque deslegitima qualquer reivindicação para receber direitos autorais de terceiros.

Leia Mais

Cobrar por conteúdo na internet pode garantir futuro dos jornais?

PEC dos Jornalistas

PEC dos Jornalistas é apoiada pela maioria dos senadores
Com informações de Márcia Xavier/ Vermelho

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) concedeu parecer favorável à Proposta de Emenda Constitucional 33/09. Trata-se da PEC dos Jornalistas que tramita no Senado, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), e que pretende restabelecer a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. A proposta tem apoio de 50 dos 81 senadores da Republica.

“A PEC nº 33, de 2009, visa resgatar a dignidade profissional dos jornalistas, fixando na própria Constituição que a profissão é privativa do portador de diploma de curso superior em jornalismo, sem criar restrições à livre manifestação do pensamento e das informações, garantindo a democracia e a liberdade, pilares do Estado de Direito”, diz o relator.

E complementa: “por se tratar de uma profissão que desempenha função social, o jornalismo requer formação teórica, cultural e técnica adequada, além de amplo conhecimento da realidade. O curso de jornalismo, ministrado hoje em mais de 500 escolas espalhadas pelo País, não se resume a um estudo puramente técnico, pois ser jornalista não é apenas escrever bem.”

Para o relator, o argumento do Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, de que a obrigatoriedade do diploma é um resquício da ditadura tendo servido para afastar das atividades de imprensa intelectuais, artistas e políticos contrários ao regime militar, não procede:

“O que reprimiu liberdades no período ditatorial não foi a exigência de diploma, mas a censura, o autoritarismo, a perseguição política, o controle ideológico dos meios de comunicação pela intimidação e força do regime militar. A resistência democrática esteve encabeçada por inúmeros jornalistas, e não foi a exigência do diploma que impediu maior ou menor liberdade de expressão”, afirma o senador.

O senador lembra que a luta pela regulamentação do jornalismo é antiga e anterior à ditadura. Segundo Arruda, ela apareceu no primeiro congresso de jornalistas realizado em 1918 e teve três marcos no século passado: a primeira regulamentação, em 1938; a fundação da Faculdade Cásper Líbero, em 1947 (primeiro curso de jornalismo do Brasil); e o reconhecimento jurídico da necessidade de formação superior, em 1969, aperfeiçoado pela legislação de 1979.

PEC na Câmara

Outra proposta para reverter a decisão do Supremo de extinguir o diploma como pré requisito para o exercício da profissão tramita na Câmara dos Deputados. Trata-se da PEC 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-PE), que deve ser votada na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara na quarta-feira, 11/11, a partir das 9 horas, com transmissão ao vivo pela Web Câmara: web câmara.

Fórum em Defesa do Diploma consegue adesões à PEC em SP

O Fórum Paulista em Defesa do Diploma conseguiu o comprometimento de mais um deputado no apoio à PEC: o deputado Bispo Gê Tenuta (DEM/SP). Assim, o placar dos parlamentares por São Paulo que integram a CCJC até o momento é o seguinte: dos 20 deputados paulistas na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), 10 são favoráveis, 2 contrários e 8 indecisos. Os integrantes do Fórum continuam fazendo os contatos com os deputados para que aumente o número dos que são favoráveis à proposta.

Conferência de Comunicação

Estão abertas as inscrições para a 1ª Conferência Paulista de Comunicação
Com informações do site da Assembleia Legislativa do Estado de S. Paulo

A cidade de São Paulo será sede da 1ª Conferência Paulista de Comunicação, que acontecerá entre os dias 20 a 22 de Novembro. O tema será “Comunicação: meios para a construção de direitos e cidadania na era digital”. A etapa paulista deverá eleger os delegados da 1ª Conferência Nacional (Confecom) e estima-se que o evento reunirá 1.240 pessoas de todo o Estado.
Para participar é necessário baixar e preencher a ficha de inscrição disponível aqui. Após preenchida, a solicitação deverá ser encaminhada para o seguinte emeio: ctc@al.sp.gov.br com cópia para contato@proconferenciasp.org. As inscrições serão aceitas até o dia 16 de Novembro.

Os debates estão estruturados em torno de três eixos temáticos: produção de conteúdo; meios de distribuição e cidadania – direitos e deveres.

O evento terá início ás 18h do dia 20/11, na rua Tabatinguera, 192, no Sindicato dos Bancários de São Paulo (próximo ao metrô Sé). Os participantes, com direito a voz e voto, serão divididos em três segmentos: 400 vagas para os movimentos sociais, 400 para os empresários, 200 para representantes de poderes públicos e 78 membros da comissão organizadora.
Os grupos de discussão, debates e a plenária final, serão realizados nas dependências do Palácio 9 de Julho, na rua Pedro Álvares Cabral, 201 (Ibirapuera).

Etapa municipal de São Paulo

Também estão abertas as inscrições para a etapa paulistana da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, Confecom, que será realizada nos dias 13 e 14 de novembro na Câmara Municipal de São Paulo.

 Nessa conferência as discussões e propostas da cidade serão debatidas em torno de 4 eixos: Produção de Conteúdo; Meios de distribuição; Cidadania: Direitos e Deveres e Política de Comunicação e a Cidade de São Paulo.
As inscrições para a Conferência podem ser realizadas no blogue criado especialmente para o evento. As vagas são limitadas.

Mais informações:

Estão abertas as inscrições para a 1ª Conferência Municipal de Comunicação de São Paulo

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