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O que há de novo no debate sobre Direito
Autoral (e outros assuntos)
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(nº 193 -
10/11/2009)
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Declaração de Hamburgo
As empresas estão certas, mas os direitos dos autores
jornalistas têm que ser respeitados
Paulo Cannabrava Filho
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Em 26 de junho, um grupo europeu de empresas de comunicação
firmou a Declaração de Hamburgo. O acordo é fruto da preocupação e
descontentamento com a prática de agregadores de notícias do Google
e do Yahoo.
As empresas alegam que os conteúdos por elas produzidos geram
publicidade e consequentemente, receitas para os agregadores. No
entanto, esses valores, não são para elas repassados, o que
significaria um prejuízo de milhões de dólares.
Partidários da mesma concepção, os jornais O Globo e
Folha de S.Paulo e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ)
assinaram recentemente a Declaração.
Diante desta manifestação, a Apijor considera positiva a atitude da
ANJ. Há anos a entidade vem batalhando e denunciando a utilização
ilícita de matérias por parte das empresas que violam os direitos
autorais dos autores jornalistas. A Apijor saiu vitoriosa,
inclusive, em várias ações judiciais em favor dos jornalistas,
autores e seus associados.
A diferença entre o proposto por as empresas e pela Apijor, é que
esta defende os Direitos Autorais do ponto de vista do trabalhador
jornalista, pois de acordo com a legislação brasileira (Lei nº
9.610/98), o titular do direito é a pessoa física. O autor é o
único titular de sua obra, podendo dela dispor como bem entender. É
bom, portanto, que as empresas que utilizam as obras autorais
comecem a compreender a necessidade de que esses direitos sejam
respeitados.
É de se estranhar que a ANJ não tenha procurado a Apijor, que é a
única entidade que representa os Direitos Autorais dos jornalistas,
para tratar deste caso, uma vez que são esses os direitos que estão
sendo violados. Para nós, no entanto, é um bom sintoma que ela
venha despertar para esta questão que tanto aflige os profissionais
de todo o mundo.
Oxalá sirva para conscientizar os proprietários de jornais, muitos
dos quais também são proprietários de sítios na web de que as leis
e os direitos dos autores jornalistas têm que ser respeitados.
Notícias relacionadas
Empresas brasileiras de comunicação aderem à
Declaração de Hamburgo
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PEC dos Jornalistas
Fórum Paulista em Defesa do Diploma realiza seu 1º
Encontro
Vanessa Silva
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Para se somar oficialmente à Campanha Nacional em Defesa da
Obrigatoriedade do Diploma em Jornalismo, o Fórum Paulista em
Defesa do Diploma realiza na segunda-feira (16-11) seu primeiro
encontro para avaliar o andamento da Proposta de Emenda
Constitucional (PEC) nº 386/09, conhecida como PEC dos Jornalistas.
Após a fala dos presentes, será realizado um coquetel para
comemorar o lançamento oficial do Fórum.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo
de Andrade confirmou presença e ressaltou a importância da criação
do Fórum Paulista: “São Paulo concentra quase metade dos
jornalistas brasileiros e é fundamental que não só na Capital, mas
em todo o Estado esses jornalistas estejam mobilizados pra garantir
a vitória nessa luta que é importantíssima para a profissão agora e
no futuro”, enfatiza.
Foram convidados para o Encontro a Presidente da Frente Parlamentar
pró-Diploma, deputada Rebecca Garcia
(PP-AM), o autor da PEC, deputado Paulo
Pimenta (PT-RS) e todos os parlamentares por São Paulo que compõem
a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma.
Ações do Fórum
Como medida concreta em defesa do diploma e da profissão de
jornalista, o Fórum realiza um trabalho de sensibilização dos
parlamentares paulistas que integram a Comissão de Constituição e
Justiça (CCJC) da Câmara dos Deputados e que não manifestaram seu
posicionamento com relação à PEC que será votada na quarta-feira
(11/11).
Dessa forma, a Frente conseguiu que os deputados Arnaldo Faria de
Sá (PTB/SP), Celso Russomanno (PP/SP) e Bispo Gê Tenuta (DEM/SP)
declarassem seu voto favorável à PEC. Veja aqui o placar dos parlamentares que integram a
CCJC.
Participam do Fórum Paulista, até o momento, o Sindicato dos
Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo – SJSP, a
Associação Paulista de Imprensa – API, a Associação dos Jornalistas
Profissionais Aposentados no Estado de São Paulo – Ajaesp, a
Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas
Profissionais – Apijor, o Núcleo de Estudos em Jornalismo e
Interesse Público da ECA-USP e o Movimento Sindicato é pra
Lutar.
Serviço
O Encontro será realizado a partir das 19 horas, na sede da
Associação Paulista de Imprensa localizada na Rua Álvares Machado,
22, Centro, São Paulo. Próximo às estações Sé e Liberdade do Metrô.
Ao final, será servido um coquetel.
Notícias Relacionadas
PEC dos Jornalistas é apoiada pela maioria
dos senadores
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PL-29
Setor de conteúdo é prioridade nas primeiras emendas do
PL-29
Com informações de Mariana Mazza/ TeleTime
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Oito emendas já foram apresentadas por parlamentares da Comissão
de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da
Câmara dos Deputados após a apresentação do primeiro substitutivo
para o PL-29, que unifica as regras dos serviços de TV por
assinatura. Mas, é provável que ainda ocorram mudanças nas
propostas.
A principal alteração feita até o momento foi proposta pelo
deputado José Rocha (PR-BA). Uma das quatro emendas do parlamentar
sugere a aplicação de restrições mais claras defindo quem pode
produzir conteúdos nacionais. Para o deputado, nenhuma empresa
"cujo objeto social não a enquadre como prestadora de serviços de
comunicação social" pode ter direitos de exploração de imagens e
eventos de interesse nacional. A restrição também se aplicaria à
contratação de talentos artísticos nacionais, inclusive de obras de
autores nacionais.
Rocha também propõe que toda a publicidade destinada ao público
brasileiro seja contratada por agência de publicidade nacional. O
deputado Flávio Bezerra (PRB/CE) propôs que as emissoras da TV
fechada sigam a classificação indicativa e de horário, conforme
definido pela Lei 8.069/90, excluindo-se os canais de conteúdo
adulto. O deputado Paulo Roberto Pereira (PTB/RS) propôs ainda que
as TVs por assinatura também veiculem propaganda eleitoral e
partidária gratuita.
Notícias Relacionadas
Entenda o que é o PL-29 e o que está em jogo nesse
projeto
PL-29 deve estar na pauta da Conferência Nacional
de Comunicação
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Conferência de Comunicação
Limitação de recursos dificulta
realização das Conferências Estaduais
Com informações da redação da CNPC
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Por todo o Brasil, estão ocorrendo as etapas preparatórias á 1ª
Conferência Nacional de Comunicação, cuja etapa nacional acontece
entre os dias 14, 15,16 e 17 de novembro no Centro de Convenções
Ulisses Guimarães, em Brasília.
Para esta semana, estão previstas as conferências em sete estados
da Federação: Rondônia (12), Pernambuco (13), Mato Grosso do Sul
(13), Bahia (14), Santa Catarina (14) e Tocantins (14). A
Conferência Paulista de Comunicação acontecerá entre os dias 20 a
22 de novembro. Para participar é necessário baixar e preencher a
ficha de inscrição disponível aqui.
Após preenchida, a solicitação deverá ser encaminhada por emeio
para ctc@al.sp.gov.br, com
cópia para contato@proconferenciasp.org.
As inscrições serão aceitas até o dia 16 de Novembro.
O Governo Federal destinou 8,2 milhões de reais para a realização
da Confecom. As etapas estaduais estão sendo financiadas pelos
Governos Estaduais ou Assembleias Legislativas. Porém, existe uma
grande contradição na distribuição da verba para a realização da
Conferência. No Rio de Janeiro, por exemplo, ela foi realizada com
investimentos do governo estadual e orçada em 100 mil reais para
cobrir gastos com o translado de representantes da sociedade que
venham do interior do Estado. A verba é destinada a passagens de
ônibus e alimentação durante o evento para 400 pessoas. Já nas
conferências do Paraná e Piauí, os participantes tiveram
alimentação durante todos os dias, translado para o pessoal do
interior e alojamento. A conferência do Paraná foi orçada em 150
mil reais, enquanto a do Piauí foi realizada com apenas 67 mil
reais.
As Comissões Estaduais de Mato Grosso, Sergipe, São Paulo e
Distrito Federal ainda não têm posicionamento dos governos
estaduais ou Assembléias Legislativas, referente à verba destinada
para organizar os eventos, embora as datas de realização estejam
sendo mantidas.
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Lei de Imprensa
Divulgado o acórdão que derrubou a Lei de
Imprensa
Com informações do Conjur
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O acórdão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que
derrubou a Lei de Imprensa no dia 30 de abril de 2009, foi
publicado na sexta-feira (06/11) no Diário de Justiça. Na ocasião,
a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) entendeu
que a Lei de Imprensa não foi recepcionada pela Constituição de
1988.
Para os ministros, é preciso assegurar primeiramente a “livre” e
“plena” manifestação do pensamento, da criação e da informação
para, somente depois, cobrar do ofensor eventual desrespeito a
direitos constitucionais alheios.
Registram também que, em se tratando de agente público, ainda que
injustamente ofendido em sua honra e imagem, “subjaz à indenização
uma imperiosa cláusula de modicidade. Isto porque todo agente
público está sob permanente vigília da cidadania. E quando o agente
estatal não prima por todas as aparências de legalidade e
legitimidade no seu atuar oficial, atrai contra si mais fortes
suspeitas de um comportamento antijurídico francamente sindicável
pelos cidadãos”.
Os ministros ainda destacam no acórdão os efeitos jurídicos da
decisão enfatizam que o direito de resposta publicado por aquele
que se vê ofendido é previsto em constituição.
Leia a íntegra do acórdão aqui.
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