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(nº 219 - 17/12/2009)

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Confecom

Confecom aprova Conselho Nacional de Comunicação e Diploma Profissional de Jornalismo

Fred Ghedini, com informações da repórter Vanessa Silva, delegada à Confecom

 

Os delegados da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), realizada em Brasília, discutiram e aprovaram ontem, nos 15 Grupos de Trabalho instalados, várias propostas importantes que terão impacto significativo nas comunicações do país daqui para a frente.

As principais propostas aprovadas por consenso ou com mais de 80% dos votos nos grupos, e que não precisaram ser remetidas para a plenária final de joje (17-12) foram:

- Obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo;
- Reativação do Conselho de Comunicação Social;
- Criação de um Plano Nacional de Comunicação;
- Criação de um Sistema Nacional de Comunicação;
- Votação, pelo Congresso Nacional, de uma nova Lei de Imprensa;
- Regulamentação dos artigos da Constituição que se referem à comunicação (220, 221, 222);
- Contra a criminalização das rádios comunitárias;

Na plenária final, instalada ontem, foi votada uma única proposta das que não foram consensuais ou que não alcançaram 80% ou mais dos votos nos GTs. As empresas de telecomunicações propuseram que os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações pudessem ser revertidos para as próprias empresas. Mas, o plenário, principalmente a parte composta eplos representantes da sociedade civil não empresarial, entoou palavras de ordem como “o povo não é bobo, o Fust é do povo” (referência à palavra de ordem “O povo não é bobo, fora a Rede Globo”, da época em que esta enviesava suas coberturas sobre greves e sobre a campanha das Diretas Já) e a proposta acabou rejeitada por ampla maioria. Hoje, entre as propostas a serem votadas, havia outras versando também sobre o uso do Fust, mas agora prevendo destinação dos seus recursos para fins sociais.

Dois temas polêmicos nesta quarta-feira: a criação do Conselho Nacional de Comunicação e a volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.

A exigência de graduação específica e regulamentação da profissão de jornalista foi aprovada em plenária final e seguirá para o Congresso. O resultado foi comemorado pela maioria dos delegados que aplaudiram a decisão.

Outra proposta aprovada ontem foi a criação do Conselho Nacional de Comunicação, que foi aprovada por mais de 80 % dos votos, e não precisou ir à plenário. O Conselho já havia sido proposta pelo governo federal em 2004, mas foi considerado como censura por que teria poder de controlar o que é divulgado pela mídia, ferindo assim a liberdade de expressão.

Outro ponto aprovado na Confecom foi a resolução que proíbe que políticos possuam emissoras de TV e rádio. A proposta aprovada em consenso, ainda se estende a familiares de agentes públicos em até segundo grau.

A Criação de um Plano Nacional de Comunicação, criação de uma nova Lei de Imprensa, regulamentação dos artigos da Constituição que se referem à comunicação e descriminalização de rádios comunitárias foram outras propostas aprovadas por consenso e que não precisaram passar pela plenária.

A partir destas propostas serão elaboradas políticas públicas de comunicação, com apoio dos vários segmentos da sociedade civil, empresários e Poder Público, e enviadas ao legislativo.


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Pl-20

Eduardo Cunha é escolhido como novo relator do PL 29
Com informações de Mariana Mazza do Portal Tela Viva

O PL 29/2007, que estabelece novas regras para o setor de TV por assinatura e do audiovisual, que envolve programação, produção e conteúdo pago, já tem um novo relator.

O responsável por avaliar a legalidade da proposta será o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). O projeto tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde que foi aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) na semana passada.

É mais provável que o relatório seja apresentado apenas em 2010, já que o recesso parlamentar será nos próximos dias, porém isso não afetará a distribuição dos projetos entre os deputados.


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