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A Associação de Direitos Autorais dos Jornalistas Profissionais
(Apijor) falou esta manhã (11-3) sobre “os direitos autorais na
comunicação corporativa” para agências de comunicação na Associação
Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom).
A palestra foi aberta pelo Diretor Executivo da Abracom, Carlos
Henrique Carvalho, que historiou os entendimentos anteriores
havidos com a Apijor e ressaltou a importância de as agências de
comunicação conhecerem o tema para estarem melhor preparados para
desempenhar o seu papel.
Em seguida, pela Apijor, falaram o presidente do Conselho da
Associação, Paulo Cannabrava Filho, o diretor Fred Ghedini e a
advogada responsável pelo departamento jurídico, Sílvia Neli.
Receptividade
Os presentes se sensibilizaram com a importância das questões de
autoria ao terem conhecimento de sua abrangência e teor. Assim, a
palestra que tinha previsão para durar 2 horas, durou mais de 2
horas e meia, devido ao grande número de perguntas.
Foram levantadas questões de ordem ética, contratual, assim como
esclarecidas dúvidas inerentes aos trabalhos desenvolvidas nas
agências de comunicação, como por exemplo sobre até onde vai a
responsabilidade das agências na utilização de textos e imagens por
veículos de comunicação e empresas.
A vice-presidente da Abracom e diretora executiva da LVBA
Comunicação, Gisele Lorenzetti, foi enfática ao reconhecer o quanto
o tema é desconhecido das empresas que atuam na área e, ao mesmo
tempo, o quanto esse desconhecimento é preocupante.
Resultados
Devido ao grande interesse despertado pelos temas
expostos, e aprofundando a parceria da Abracom com a Apijor, será
realizado um seminário mais abrangente, em data ainda a ser
agendada. Como forma de sensibilizar as agências para o Direito
Autoral no Jornalismo, será produzido também um boletim conjunto
Abracom/Apijor, tratando do tema no contexto das agências de
comunicação.
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Enquanto artistas discutem o “fim da arte”, o Google, empresa
vanguardista da internet, anuncia a “Renascença Digital” ao firmar
acordo para digitalizar livros e documentos históricos das
bibliotecas de Roma e Florença.
A parceria é fruto de um acordo inédito entre a empresa e o
Ministério da Cultura do país. A estimativa é de que
aproximadamente um milhão de livros ganhem formato digital.
"É um acordo muito importante do ponto de vista político. A Itália
se coloca na vanguarda neste setor com o desejo de enriquecer
consideravelmente o patrimônio cultural gratuito na Internet",
afirmou o chefe de vendas do Google, durante coletiva de
imprensa.
Obras completas como “A Divina Comédia” de Dante, textos de
Petrarca, de Giacomo Leopardi, de Alessandro Manzoni, a obra de
Galileu Galilei e estudos científicos em poder das bibliotecas
poderão ser consultados no Google Books e em outras páginas da
internet. Já foram catalogados e traduzidos aproximadamente 285 mil
livros.
"Na Europa e ao redor do mundo estamos testemunhando uma renascença
digital", afirmou no blogue da empresa o gerente de parcerias
estratégicas do Google na Itália, Gino Mattiuzzo. E acrescentou que
o Google apoia os esforços de digitalização de outras instituições
públicas ou privadas, como a Europeana, da Comissão Europeia.
“As obras que escaneamos estão disponíveis para inclusão na
Europeana, da qual a Biblioteca de Florença é um membro fundador, e
outras bibliotecas digitais. Quanto mais dos tesouros históricos e
culturais do mundo nós colocarmos online, mais libertaremos nossas
heranças comuns”, conclui.
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