|
Informativo
Portal do Autor
|
|
O que há de novo no debate sobre Direito
Autoral (e outros assuntos)
|
|
(nº 274 -
13/04/2010)
|
|
| Destaques |
|
|
Direitos Autorais
Fotógrafos processam Google Books por violação de
direitos autorais
Com informações de Sapo.pt
|
|
|
A disputa em torno da digitalização de livros pela gigante das
buscas ganhou um novo capítulo na última semana quando fotógrafos e
outros artistas visuais entraram com um processo contra o Google
Books por violação de direitos autorais.
São cinco as entidades que se uniram na ação para exigir reparação
às violações autorais: American Society of Media Photographers
(ASMP), Graphic Artists Guild, Picture Archive Council of America,
North American Nature Photography Association, Professional
Photographers of America, além de um grupo de fofógrafos e
ilustradores.
A violação está no fato de a empresa ter digitalizado e
disponibilizado na internet fotografias e imagens protegidas por
direitos autorais sem efetuar qualquer compensação para os autores
das obras.
A ação foi impetrada no tribunal de Nova Iorque, onde desde 2005
corre o processo movido pelas associações de livreiros e gestores
de direitos de autor. Os reclamantes tentarão o status de processo
de classe em nome de diversos artistas.
Segundo os advogados que representam os autores, os profissionais
foram impedidos de somar-se à ação de classe em andamento
movida pelos escritores e por isso, procuram por meio deste novo
processo assegurar o pagamento de contrapartidas pelo trabalho
realizado pelos artistas. Para os advogados, esse seria um caso de
justiça e compensação.
|
|
Regulação da Internet
Projeto que prevê a regulação da internet no
Brasil está em consulta pública
Com informações de Danilo Fariello do Valor Econômico
|
|
|
O Ministério da Justiça (MJ) colocou em consulta pública o
anteprojeto do marco civil na internet. O texto apresentado é
resultado da primeira fase do projeto, quando a sociedade foi
consultada acerca de três itens: direitos individuais e coletivos,
responsabilidade dos atores e diretrizes governamentais. Com base
nos debates realizados em torno dos temas propostos, foi formulado
o texto agora apresentado à sociedade.
A proposta, inédita no mundo, está estruturada em 33 artigos
agrupados em cinco capítulos: “disposições preliminares”, onde
serão tratados os princípios gerais da lei; “dos direitos e
garantias dos usuários”, que garantirá a neutralidade da rede; da
provisão de conexão e de serviços de internet, que trata do tempo
eu os provedores de serviço deverão guardar informações dos
usuários; “da atuação do poder público”, que trata das diretrizes
do governo para divulgar informações na internet. Nesse aspecto são
abordadas questões como inclusão digital e transparência; e, por
fim, as “disposições finais”. A inovação da proposta brasileira
está em definir as responsabilidades e os direitos de cada agente
na divulgação de conteúdo na rede.
Os dispositivos tratam de conceitos jurídicos tradicionais como
liberdade de expressão, privacidade e cidadania e procura
relacioná-los aos pontos específicos e polêmicos da cultura digital
como direito de acesso, qualidade da conexão, tráfego de dados,
guarda de registros e responsabilidade por conteúdos de
terceiros.
O novo marco definirá mais claramente as responsabilidades de
empresas que utilizam princípios da web 2.0, por exemplo. Também
deverá definir como elas podem se defender jurudicalmente
contra conflitos que possam surgir a partir de comentários postados
em seus sítios e blogues.
Segundo Guilherme Almeida, chefe de gabinete da Secretaria de
Assuntos Legislativos do MJ, a definição do marco regulatório
pretende aumentar o número de debates e discussões, por isso o
marco proposto tem caráter gera e abstrato para ser posteriormente
aperfeiçoado com decretos.
O ministério reconhece a dificuldade de legislar sobre o assunto,
mas considera que “o desafio não pode ser ignorado”, por isso
aposta no modelo de debate aberto, no “reconhecimento e na
valorização da participação social como caminho democrático para um
diálogo adequado entre o Direito e a cultura digital. A intenção do
MJ é encaminhar o projeto ao Congresso Nacional até julho.
Para estimular o debate, a Apijor abriu um tópico específico no
fórum de discussão que pode ser acessado aqui.
|
|
Diploma
Dia do Jornalista aumenta a quantidade de projetos e de
leis pela obrigatoriedade do diploma Vanessa
Silva
|
|
|
No dia do Jornalista, comemorado no dia 07 de abril, o presente
dado aos profissionais foi o aumento do número de projetos que
objetivam restituir a obrigatoriedade do diploma para o exercício
do jornalismo. Na ocasião também foram sancionadas leis com o mesmo
fim.
Em duas capitais (Maceió e Belo Horizonte) a obrigatoriedade já
está valendo. Em quatro estados (Mato Grosso do Sul, Rio Grande do
Sul, Ceará e Espírito Santo) os projetos aguardam aprovação pela
assembleia e em (Natal), falta apenas o parecer da prefeita, que é
jornalista.
Em Alagoas e na cidade de Santa Rita na Paraíba, o projeto aguarda
parecer de constitucionalidade. Há ainda a perspectiva de Campo
Grande ter um projeto apresentado em breve.
Dos 11 Projetos de Lei apresentados no país desde que o Supremo
Tribunal Federal decidiu extinguir a obrigatoriedade do diploma
para o exercício do jornalismo, em 17 de junho de 2009, apenas dois
foram rejeitados. O que foi apresentado na cidade de Barueri na
grande São Paulo e o apresentado no estado do Amazonas, onde o
projeto foi vetado pelo governador Sabá Reis (PR).
O dia dos jornalistas motivou a apresentação de 2 novos projetos
(em Alagoas e Santa Rita), a promulgação do projeto na capital
Maceió e a aprovação pela câmara de Natal.
A apresentação de projetos com o objetivo de restituir a
obrigatoriedade do diploma em todo o país é importante
na medida em que acena para o Congresso Nacional a importância que
a sociedade atribui à formação específica para o exercício da
profissão de jornalista. A mobilização faz-se importante para
pressionar os deputados e senadores a instalarem a Comissão
Especial da PEC do Diploma, que foi criada há mais de um mês, mas
aguarda indicações para ser instalada. A Comissão deverá agilizar o
processo de tramitação das Propostas de Emenda Constitucional que
tramitam na Câmara dos Deputados.
|
|
| Outras: |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| Notícias
antigas |
|
|
| Comente estas
notícias! |
Você precisa ser um membro de Portal do Autor para adicionar comentários!
Entrar em Portal do Autor