Não quero reconhecimento... Só a verdade.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), do dia 17 de junho, ninguém, eu disse ninguém, precisará de diploma pra exercer a profissão de jornalista.
Por oito votos a um o diploma caiu.
Como estudante, e aspirante, da profissão vi ser ferido o principio básico que todo jornalista aprende antes mesmo de entrar na faculdade: “Contra fatos não há argumentos”
Segundo Gilmar Mendes, presidente do (STF), a profissão de jornalista pode ser comparada com a de um cozinheiro. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, disse.
O fato é que, com todo respeito aos cozinheiros, não estamos discutindo aqui o caviar que o nosso “querido presidente do STF” irá comer no almoço e sim a informação que todo o Brasil irá receber sobre seja lá qual acontecimento for.
É indiscutível a não existência da imparcialidade e a existência de um grande número de jornalistas que “comercializam” e não noticiam.
Não estou falando pela maioria aqui.
Não sei a opinião da maioria, assim como o STF e seus nove ministros, que decidiram entre eles, o futuro de uma classe profissional inteira também não sabem. Estou falando simplesmente por mim e por alguns colegas que gostariam de ter uma oportunidade.
Uma oportunidade de tentar não ser só mais um que se rende aos salários pagos pela publicidade.
Uma oportunidade de fazer o melhor que posso, na busca da imparcialidade, sem me preocupar com um político que vai noticiar em outro veículo exaltando somente as qualidades do seu amigo e assinando no final: Por fulano de tal.
Não quero que o STF compare a profissão que escolhi para exercer, pelo resto de minha vida, com a de um cozinheiro, de um motorista e muito menos com a de um médico ou de um engenheiro.
Sou um jornalista e irei pegar meu diploma com os senhores ministros achando que eu preciso dele ou não, pois eu não quero reconhecimento... Só a verdade.