Ter ou não ter...Eis a decisão!
Jornalistas reagem contra o fim do diploma
18 de junho de 2009
“O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais, e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, com relação ao julgamento desta quarta-feira no STF, em que a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão foi derrubada por oito votos a um.“Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da Fenaj se reúne nesta quinta-feira (18), às 13h, para traçar novas estratégias de luta.Valci Zuculoto, diretora da Fenaj e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou.Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas."
FONTE: http://www.jornalistas.org.br/ler_imprensa.asp?id=1243
MEU NICK NO MSN SERÁ PERMANETE: Tamyris-Então o Zé do botequim pode escrever matérias jornalísticas como eu que estou terminando a faculdade -STF sem noção!
Eu estou decepcionada com a decisão do Supremo, mas antes de qualquer coisa eu estou decepcionada comigo porque eu não me apresentei ao Sindicato uma vez sequer pra lutar em favor do direito à informação que a sociedade brasileira precisa e anseia. Eu estou no 7º período de Comunicação Social, habilitação em JORNALISMO (com muito orgulho) – Universidade Castelo Branco. Não estudo em universidade federal ou estadual porque filho de peixe, peixinho é, e como eu não gosto de frutos do mar...Bom, isso não importa, contudo eu quero deixar claro também que pobre estuda em faculdade paga não por que é burro, mas porque faz de tudo pra ter o 3º grau completo e as instituições públicas preferem continuar com os ricos (muitas vezes sem massa encefálica). O que pretendo com isso é intensificar a minha raiva e o meu desprezo pela falta de empenho e de interesse dos que votaram contra o DIPLOMA.
É fato e não é mentira pra ninguém que matérias tendenciosas existem no meio jornalístico, mas o que eu fico imaginando é se um médico (autoridade pra falar sobre doenças, curas, epidemias, etc.) vai saber o que significa uma pirâmide invertida na hora de escrever um lead. Escrever, sim...Todo mundo que lê e se empenha é capaz, mas transformar um texto em matéria jornalística, embora não pareça é uma prática dotada de técnica. Não ficamos à toa quatro anos de nossas vidas estudando. Então quer dizer que o Zé do botequim (não desmerecendo sua ocupação) pode escrever como um jornalista que fica anos aprendendo como entrevistar, editar, diferenciar notícia de fatos corriqueiros?
Tudo será a mesma coisa e tudo está fadado ao fracasso? Se a informação de hoje em dia não está lá essas coisas, imagina lutar no escuro e ler todos os dias textos que puxam sardinha pra um lado e esquecem de investigar as outras partes envolvidas???
Se já é difícil encontrar ética na nossa classe, como ficamos com tudo isso descontrolado? Digo isso com muito pesar, mas vejam abaixo o que uma estudante de Jornalismo foi capaz de dizer (não revelarei nomes por razões óbvias):
“M”
“Na verdade, nunca foi preciso, inventaram isso p ganhar dinheiro e agora estão querendo voltar atrás. Pq não quero ser ancora... E nem seguir a profissão, apenas terei mais um quadro na parede.
egoísmo é ter que se graduar para poder ser visto na sociedade
egoísmo é fazer 4 anos de faculdade p sustentar os caprichos da sua mãe
egoísmo é não ser livre para escolher o que te realiza pq o q te realiza não te paga 40.000 para aparecer na tv
egoísmo é pensar q só poderei ser bem-sucedida se ocupar o lugar medíocre da Fátima Bernardes
pq gosto de escrever. Eu sei, foi um erro, mas eu não tinha apoio p ser cineasta e nem artista... opitei pela terceira paixão...escrever, e assim q essa faculdade acabar vou seguir meus planos sem depender de pai e mãe. Eu descobri coisas muito legais no jornalismo até gosto, mas não sinto prazer nenhum é como sexo com as mãos”
Eu sinceramente não estou preocupada com uma futura competição de emprego com aquele que não possuí diploma porque eu sei que sou melhor e mais capacitada (sem hipocrisia)! A minha preocupação é com pessoas como esta que está no último período da faculdade e tem a capacidade de pensar desta forma. Eu fico imaginando como será a sua vida profissional e do que ela poderá se orgulhar quando se aposentar, muito provavelmente fará de tudo pelos seus interesses e deixará de lado o fazer ético do jornalismo, que podemos não aprender na academia, mas uma vez lá... Tenho certeza que não deixarão passar em branco. Uns prestam atenção e outros passam pela faculdade apenas pra ter seu canudo nas mãos. A luta é outra. A luta é pela qualidade de informação que não é qualquer um que pode oferecer.