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Minha boca se cala quando as intransigências do mundo me fazem perder o rumo, muito mais do que um sentimento perdido dentro do peito.
Meu coração se abre quando a incerteza não se faz presente e o humano se torna mais consciente diante dos erros e dos acertos.
Minhas mãos parecem criança esperando doce, quando sinto o poder das palavras e quando meus dedos encontram um objeto com que eu possa transparecer todo o meu ódio, toda a minha alegria.
È assim que a censura me atormenta, como se meus dizeres se tornassem tão pequenos quanto a minha perseverança. Meu coração de errante...esse ja não permanece mais intacto, mas sim podado para que as mágoas não ultrapassem aquilo que mais me torna passivo.
Se é solução aquilo que eu procuro, então é assim que continuo sendo brasileiro, sem perder minha alma de jornalista. Alma que encontra o impossível, que abre os olhos do que parece completamente óbvio, mas que sofre qualquer consequencia dos atos próprios e dos alheios, mas que faz da informação a arte de confundir e compreender tudo o que parece incompreensível.

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Elizabeth Costa Ribeiro Comentário de Elizabeth Costa Ribeiro em 24 junho 2010 às 6:13
O incompreensível aparece
Como apareço de repente
Um comentário padece
De um jeito anormal
Sempre fatal
Sem compreenção
Com muita emoção

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