Da TV Cultura, da cidade de São Paulo, onde moro, passando pelos diversos canais das antenas satélites, até a Rede Bandeirantes, e a disputada MTV musical que os artistas tanto batalham por sequer um segundo para serem instantes depois escrachados pela própria emissora, eu questiono a qualidade da programação da TV e até mesmo aonde essa liberdade de expressão e "roteiros" irão chegar. E o que nos farão enxergar - talvez não proporcionando educação ao nosso povo brasileiro - e nós "juristas" acomodados. não lembramos ou queremos não prestar a devida atenção aos raros programas tidos como bem classificados, educativos, sociais e culturais, de entretenimento e partidos não somente com interesses políticos de assombrar cada dia mais a realidade interna dos lares dos cidadãos paulistanos, do estado e do País, com as marcas mais sangrentas da violência. E por outro lado, o favoritismo aos comerciais abundantes, muitas vezes abusivos que até corroem nossos estômagos...
Eu não gostaria de chegar ao lugar onde trabalho e no dia que perguntar ao meu chefe a respeito de um projeto ou mesmo uma ação social em que realizei na Instituição, e ser escrachado em público, na frente dos colegas. Você então imagine esse recurso de ipobe - sendo utilizado para "educar" a população de um país que carece tanto dessa ferramenta transcendental a nós humanos.
Ou em outros tipos de programação, quando nos induzem a doarmos ao próximo, e nos iludem ao passo que este mesmo não é visível ou a quem não temos acesso, de qualquer maneira: seja porque o governo ou prefeitura não disponibiliza informação suficiente para tal finalidade, seja porque a permissão para tentar se aproximar torna-se inviável a medida que fronteiras sociais entre a alta sociedade e as classes menos favorecidas não se comunicam em questão de uma realidade nacional e nítida, em muitas vezes.
Se o tempo é uma ilusão, por que assistirmos a televisão, às tais besteiras comuns como um noticiário destrutivo ao ponto de nos imobilizar? Assim, não vejo motivos para senão optar, seja esta ou não só a razão, por vincular-me à tv por assinatura. Alguma vez já se perguntou quais e quantas opções se tem, às maiores abrangências e facilidades que encontramos para os pacotes e promoções que estão à nossa vista?
A visão que tenho de democracia é que apesar de podermos ser livres para optar por aquilo que desejamos,
mas com cobertura do nosso governo para que haja então sensatez e bom senso dos cidadãos, uma vez eles tiveram aprendido a tarefa sim democrática aos teus direitos humanos.
Pois bem, como explicar o sucesso de programas como o BBB, e a presença imprescindível de um bom repórter como o Pedro Bial o encabeçando? Novelas, com exemplos nada bons, exemplares às famílias, os filmes com cenas de sexo explícito em horários ainda nobres?...
Quanto mais ilógicos os acontecimentos, os formatos dos programas, mais Ibope, nossa sorte é que inventaram o controle remoto, pois nos poupa o exercício de sentar e levantar, na tentativa de encontrar algo instrutivo e em horários adequados.
Programas interessantes, bem elaborados e para horários que inclusive deveriam ser adequados, só em canais pagos, e mesmo assim, com algumas reservas, bem ressalvas.
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