Juliane Cintra
Em 2010, completam-se 100 anos da criação do Dia Internacional da Mulher, para marcar este século de mobilização e dar visibilidade à luta das mulheres brasileiras, a Marcha Mundial das Mulheres organizou sua 3ª Ação Internacional no Brasil. Entre os dias 08 e 18 de março, duas mil militantes de todas as regiões do país caminharam 108 quilômetros, passando por dez cidades, de Campinas a São Paulo.
Para a agricultora e membro do MST, Joana Aparecida de Andradina, a marcha foi um importante momento de formação. “Para mim foi uma emoção muito grande, porque é a primeira vez que estou participando. O que levamos para nossa região é que quanto mais marcharmos e nos organizarmos, mostraremos a nossa força e capacidade de mobilizar muitas mulheres.”, comenta.
Camila Furchi, militante da Marcha Mundial das Mulheres, destaca que a partir desta Ação, o movimento de mulheres sai muito fortalecido, capaz de reivindicar políticas públicas que realmente transformem a vidas das mulheres. “Para nós a construção do feminismo, a construção da luta das mulheres, a construção de outro mundo, caminha junto com a mudança efetiva e concreta na vida das mulheres. Superando a opressão que a mulher ainda vive – ganhamos salários menores, sofremos com a violência, somos tratadas como mercadoria – mudaremos o mundo.”
Estão programadas atividades em mais 51 países, entre eles Canadá, Colômbia, França e Espanha. O encerramento será em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo no dia 17 de outubro.
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palavras-chaves: feminismo, luta, mulher, social, trasformação
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